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GTI Mogi Mirim

Você Não Está Sozinha: proteção contra violência doméstica

A violência doméstica e familiar contra a mulher permanece como um dos maiores desafios sociais e de direitos humanos no Brasil. Embora a legislação brasileira disponha de instrumentos importantes de proteção, como a Lei Maria da Penha e as Medidas Protetivas de Urgência, muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para compreender seus direitos e acessar a rede de proteção existente.

Entre os principais obstáculos estão o medo do agressor, a dependência econômica, o isolamento social, a desinformação e a falta de conhecimento sobre os serviços disponíveis no município.

Diante dessa realidade, o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) de Mogi Mirim identificou a necessidade de aproximar o Sistema de Justiça da realidade vivenciada pelas mulheres, oferecendo informações claras, acessíveis e humanizadas no momento em que recebem a decisão judicial.

O projeto busca transformar a entrega da Medida Protetiva em uma oportunidade de acolhimento, orientação e fortalecimento da rede de proteção.

1. METODOLOGIA

O projeto foi desenvolvido de forma colaborativa entre o Poder Judiciário, Oficiais de Justiça, Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e demais instituições integrantes do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI).

A metodologia consiste em:

  • elaboração de uma cartilha explicativa em linguagem simples e acessível;
  • entrega da cartilha juntamente com o mandado judicial de Medida Protetiva de Urgência;
  • apresentação dos serviços da rede municipal de atendimento;
  • orientação à mulher sobre seus direitos, canais de denúncia e formas de proteção;
  • disponibilização da cartilha em formato físico e digital;
  • capacitação contínua da rede de atendimento para utilização do material.

Todo o processo ocorre utilizando a estrutura já existente do Poder Judiciário e da rede municipal, sem necessidade de criação de novos serviços ou aumento significativo de custos.

2. OBJETIVOS

Objetivo Geral

Fortalecer o acesso das mulheres em situação de violência doméstica aos serviços de proteção, garantindo informação qualificada e integração entre o Sistema de Justiça e a rede municipal de atendimento.

Objetivos Específicos

  • ampliar o conhecimento das mulheres sobre seus direitos;
  • facilitar o acesso aos serviços especializados;
  • humanizar o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência;
  • fortalecer a atuação integrada das instituições;
  • reduzir a desinformação durante o atendimento;
  • ampliar o acolhimento às mulheres em situação de violência;
  • criar um modelo de baixo custo e alta replicabilidade para outros municípios.

3. RESUMO EXECUTIVO

O Projeto “Você Não Está Sozinha: Justiça e Proteção em Rede” foi articulado de forma interinstitucional e implementado no município de Mogi Mirim/SP com o objetivo de aprimorar a resposta do Sistema de Justiça no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

A iniciativa surgiu diante da dificuldade de acesso das mulheres às informações sobre seus direitos e aos serviços disponíveis na rede de proteção, especialmente em situações marcadas pelo medo, dependência econômica e isolamento social.

Idealizado pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), no eixo Judiciário, o projeto reúne Oficiais de Justiça, Poder Judiciário, CRAM e diversas instituições parceiras na elaboração de uma cartilha explicativa entregue juntamente com a Medida Protetiva de Urgência.

O material apresenta, em linguagem clara e acessível, informações sobre a decisão judicial, os direitos da mulher, os deveres impostos ao autor da violência e os serviços de proteção disponíveis no município, incluindo CRAM, Delegacia de Defesa da Mulher, Patrulha Maria da Penha, Ministério Público, Poder Judiciário, OAB e rede de saúde.

A cartilha também está disponível em formato digital e foi concebida para ser facilmente adaptada por outros municípios, bastando a atualização das informações locais, sem custos adicionais relevantes.

O projeto demonstra que a integração entre o Sistema de Justiça e a rede municipal potencializa a proteção às mulheres e fortalece a efetividade das Medidas Protetivas de Urgência.